14/01/2019 - 10h18

Eleição na Assembleia: quem pode mais?

Por Flávio Lúcio

Como já é público e notório, o ex-governador Ricardo Coutinho quer empurrar goela abaixo na base parlamentar de João Azevedo, a candidatura da estreante em mandatos parlamentares, Cida Ramos, que já tem em sua cota pessoal a Secretaria de Desenvolvimento Humano do atual governo.

Como se os próximos deputados estaduais não tivessem seus objetivos e não pudessem ter como legítimos, em razão dos anos de experiência parlamentar e construção de suas próprias lideranças entre os pares, projetos políticos próprios.

Caso aceitem a imposição, terão de pedir as bênçãos de RC para tudo de importância que chegue à Assembleia.

Sobretudo, depois que o ex-governador impôs um humilhante recuo à Assembleia logo após o plenário ter, de maneira acertada, acabado por uma ampla maioria de votos, o fim dessa excrecência que é a eleição “casada” para os dois biênios das legislaturas.

A eleição de Cida Ramos à presidência será a mais expressiva demonstração do poder que Ricardo Coutinho ainda preserva, mantido pelo medo de sua base parlamentar de enfrentar seus interesses e pelo silêncio constrangido de um governador que não foi capaz de nomear nem os próprio auxiliares. E que será tratado cada vez mais como um fantoche.

A candidatura de Wilson Filho

O ex-deputado federal e deputado estadual eleito, Wilson Filho, lançou sua candidatura à presidência da Assembleia.

Caso não seja mais uma ação diversionista, que visa quebrar a aparente unidade dos deputados que resistem à candidatura de Cida Ramos, Ricardo Coutinho pode ter ganhado uma dor de cabeça para administrar.

Por ter tamanho político, Wilson Filho pode ser o fator de unidade que faltava à base parlamentar de João Azevedo − ou será de Ricardo Coutinho? − para evitar que a disputa seja vista como um ato de rebeldia e enfrentamento ao atual governador.

Isso porque, apesar de ainda jovem, Wilson (Santiago) Filho já é um  “cobra criada” na política. Estreou na vida pública como deputado estadual, foi eleito em seguida duas vezes para a Câmara e, em 2018, teve de retornar à Assembleia para dar passagem à candidatura do pai a deputado federal.

Vamos ver se não é mais um factoide político, porque amanhã João Azevedo deve anunciar seus ou suas candidato/as à presidência da Assembleia para os próximos quatro anos, segundo informou o site Fonte 83 na semana passada.

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