19/01/2019 - 13h44

Jackson Macedo: “manutenção do bloco formado em Cabedelo entre PT, PSOL e PCdoB vai depender da conjuntura”

Por Flávio Lúcio

Em contato com o blog, o Presidente do PT, Jackson Macedo, esclareceu que o PT de Cabedelo sempre foi oposição ao ex-prefeito Leto Viana, que continua preso.

Jackson lembrou que o PT cabedelense é um dos signatários das denúncias que resultaram na Operação Xeque-Mate e que presidente municipal, que também preside o Sindicato dos Servidores Públicos, Alexsandro Batista, é testemunha de acusação no processo.

“Portanto, a possibilidade de aproximação com  o atual prefeito é zero, descartada pelo PT de Cabedelo e pelo PT estadual”, disse ele, afastando a possibilidade de apoio Vitor Hugo, que ocupa a cargo de prefeito interinamente e é candidato ao completar o mandato atual.

Jackson concorda que o PT de Cabedelo sempre teve uma boa relação política com o vereador Eudes Sousa, que é candidato pelo PTB a prefeito, e foi por conta disso que o partido no município decidiu apoiá-lo.

“A direção estadual recebeu um recurso de um filiado alegando que o processo legal e regimental que orienta as decisões do PT não foi cumprido. E realmente não foi. Quem conhece o PT sabe que, em eleições municipais, o PT passa por um processo de escolha de candidaturas em encontros de tática eleitoral, com filiados ao partido que estejam em dia com suas contribuições.”

A direção estadual verificou que nada disso ocorreu em Cabedelo, e que a direção municipal não se reúne há algum tempo. Em Cabedelo, como em outros municípios, é o presidente do diretório municipal que decide tudo, que dita, que encaminha as questões do PT na cidade.

“A partir dessa constatação, e baseado no Estatuto do PT, a Executiva Estadual decidiu anular a Convenção Municipal”, disse o presidente estadual do PT.

Além disso, Jackson Macedo fez consideração de ordem política para justificar a decisão. Segundo ele, o vereador Eudes Sousa fez um movimento de aproximação com um bloco em Cabedelo que tem, por exemplo, o deputado estadual eleito Valber Virgulino, Elisa Virgínia, além do próprio Eudes ter votado em Bolsonaro nos dois turnos na eleição presidencial.

“Diante desses fatos, nós entendemos que o PT não poderia apoiar a candidatura de Eudes Sousa e que, dos candidatos a prefeito de Cabedelo, Marcos Patrício, do PSSOL, é o que tem mais identidade com o nosso projeto político.”

E deixou em aberto a possibilidade do bloco que se formou em Cabedelo entre PT, PSOL e PCdoB se estender no futuro para outras disputas eleitorais. “Isso vai depender da conjuntura”, finalizou Jackson.

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