23/01/2019 - 10h26

Em nota, Eduardo Varandas diz que não violou segredo de justiça em processo conta Aldo Pagotto

Por Flávio Lúcio

Em nota, o Procurador Eduardo Varandas, do Ministério Público do Trabalho, tenta se justificar da acusação de que violou o segredo de justiça ao conceder entrevista à Rede Globo sobre o caso de exploração sexual que envolve o ex-Arcebispo da Paraíba, Aldo Pagtto.

Segundo a nota, Varandas não violou o segredo de Justiça porque “se manifestou apenas sobre fatos já publicados na imprensa local e que eram de conhecimento do público”, não tendo ele tratado de “aspectos concretos da instrução processual e nem do inquérito instaurado”. Ainda segundo a nota, não se sabe “a fonte da reportagem.”

NOTA À IMPRENSA

“O Ministério Público do Trabalho não violou segredo de Justiça. Durante reportagem do domingo passado (20/01/2019), o procurador se manifestou apenas sobre fatos já publicados na imprensa local e que eram de conhecimento do público.

Em nenhum momento, foram revelados aspectos concretos da instrução processual e nem do inquérito instaurado. Não sabemos qual foi a fonte da reportagem. Contudo, nenhum documento foi fornecido pelo Ministério Público.

Apesar de não violado o segredo de Justiça, é direito inviolável do procurador emitir sua opinião sobre aquilo que não está sob segredo de Justiça e foi o que aconteceu nesse caso. Jornal local e inúmeros blogs da Paraíba já haviam denunciado a situação da igreja.

O MPT enfatiza a ausência completa de violação do segredo de Justiça e lamenta apenas que, em vez de se justificar perante a sociedade, e comprovar que os padres que violentaram adolescentes estejam respondendo a algum processo administrativo dentro da Igreja, ela própria se preocupa em atacar o Ministério Público”.

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