23/01/2019 - 08h21

Bandidos de estimação? Jair Bolsonaro defendeu milícias durante a campanha

Por Flávio Lúcio

No vídeo abaixo, em entrevista concedida ao programa Pânico, da Jovem Pan, e já como candidato a presidente, Jair Bolsonaro defende a atuação dos milicianos no Rio de Janeiro.

Investigações em andamento feitas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro começam a mostrar forte envolvimento de Flávio Bolsonaro com esses grupos paramilitares.

Segundo verbete Milícias no Rio de Janeiro da Wikipedia:

“No contexto da criminalidade brasileira, a partir da década de 2000 e de início no Rio de Janeiro, milícia designa um modus operandi de organizações criminosas formadas em comunidades urbanas de baixa renda, como conjuntos habitacionais e favelas, inicialmente, e que a princípio efetuam práticas ilegais sob a alegação de combater o crime do narcotráfico. Tais grupos se mantêm com os recursos financeiros provenientes da extorsão da população e da exploração clandestina de gás, televisão a cabo, máquinas caça-níqueis, agiotagem, ágio sobre venda de imóveis, etc.

São formadas por policiais, bombeiros, vigilantes, agentes penitenciários e militares, fora de serviço ou na ativa. Muitos milicianos são moradores das comunidades e contam com respaldo de políticos e lideranças comunitárias locais.

A princípio com a intenção de garantir a segurança contra traficantes, os milicianos passaram a intimidar e extorquir moradores e comerciantes, cobrando taxa de proteção.[4][5] Através do controle armado, esses grupos também controlam o fornecimento de muitos serviços aos moradores.[6] São atividades como o transporte alternativo (que serve aos bairros da periferia), a distribuição de gás e a instalação de ligações clandestinas de TV a cabo.

Segundo o Núcleo de Pesquisas das Violências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, até a operação no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, no final de novembro de 2010, as milícias dominavam 41,5% das 1 006 favelas do Rio de Janeiro (contra 55,9% por traficantes, e 2,6% pelas Unidades de Polícia Pacificadora)”

Candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro defendeu policiais do Rio de Janeiro envolvidos com crimes.

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