24/01/2019 - 12h44

João Azevedo começa a pular a fogueira da eleição da ALPB

Por Flávio Lúcio

Eleições para as mesas das casas legislativas são estratégicas para qualquer governo, seja em que esfera for.

Dilma Rousseff começou a cair assim que Eduardo Cunha foi proclamado presidente da Câmara dos Deputados.

Na Paraíba,  os exemplos de conflitos entre presidentes da Assembleia Legislativa e governadores não são tão incomuns.

Tarcísio Burity perdeu a maioria na Assembleia e teve um fim de governo melancólico.

Quando assumiu o governo em 2009, depois que Cássio Cunha Lima foi cassado pelo TSE, José Maranhão enfrentou as agruras de ter o tio do ex-governador tucano à frente da ALPB, Arthur Cunha Lima.

O então presidente da Assembleia criou tamanhas dificuldades para Maranhão que o governador foi obrigado a oferecer a um adversário político um lugar no paradisíaco Tribunal de Contas do Estado.

E Arthur Cunha Lima não se fez de rogado. Deixou Maranhão em paz e aceitou trocar a instabilidade da vida parlamentar, assim como já fizeram outros deputados, pela tranquilidade de um cargo que prescinde de eleição até o ocupante se aposentar.

E normalmente eles se aposentam, aproveitando os privilégios do cargo, ate o último segundo.

João Azevedo age para evitar turbulências no futuro 

Por isso, a informação, revelada em primeira mão  pelo jornalista Fabiano Gomes no programa Meia Hora, de que o deputado estadual Hervazio Bezerra deve ser o presidente à Assembleia no segundo biênio, já que para o primeiro biênio já está definido o nome de Flávio Galdino.

Se for isso mesmo,  João Azevedo pulará uma fogueira que poderia arder durante seu governo, já que a oposição acompanha com interesse o desenlace desse imbróglio.

Ainda segundo Fabiano Gomes, o arranjo para o segundo biênio inclui Adriano Galdino como primeiro secretário, posição estratégica para qualquer composição da mesa.

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