02/02/2019 - 18h51

Renasce o DEM: eleição de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia mostra o tamanho do retrocesso político que vive o país

Por Flávio Lúcio

A vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a Presidência do Senado mostra ao país pelo menos duas coisas.

Primeiro, o renascimento dos Democratas (ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL), até 2015 um partido que por algum tempo dividiu com o PMDB a condição de partido mais fisiológico e corrupto do nosso sistema político – num aparente paradoxo, o DEM ganhou novo fôlego exatamente quando começaram as mobilizações “contra a corrupção” que desaguaram no impeachment de Dilma Rousseff. Hoje, o DEM, além de presidir Câmara e Senado, tem relevante peso no governo de Jair Bolsonaro, com alguns ministérios, sendo o mais importante o ocupado por Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o ministro da articulação política.

Segundo, que a relação das duas casas parlamentares com o governo será baseada no jogo bruto, como ficou explícito nesses dois dias de duros embates que antecederam a eleição da mesa do Senado, quando os senadores governistas foram obrigados a mostrar a cédula de votação em sinal de subserviência aos novos donos do poder.

Com isso, fica aberto o caminho para aprovação das “reformas” que o governo Bolsonaro pretende realizar, e a da previdência é prioridade máxima.

Comentários