18/02/2019 - 10h46

Corrupção na saúde de João Pessoa: Cartaxo vai continuar se fazendo de morto?

Por Flávio Lúcio

Novo áudio divulgado na manhã desta segunda (18) pelo portal ParaibaJá, volta a colocar no centro de um escândalo de corrupção a administração do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.

Os protagonistas dos diálogos são os mesmos da gravação anterior, os secretários Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares.

Se na primeira vez a discussão envolveu fornecedores da prefeitura que seriam utilizados para desviar recursos da Saude pública municipal, agora os dois conversam sobre númerários, valores dos desvios.

Vejam os termos do edifificante diálogo entre dois dos mais próximos assessores do prefeito de João Pessoa (Em caixa-alta, no como está no ParaibaJá):

ADALBERTO – É. ISSO É MENSAL. QUANDO A GENTE FIZER, QUANDO A GENTE FIZER… É. SE O CONTRATO FOR 800… SE FOR 1 MILHÃO…

DIEGO – ENTÃO, ASSIM, O QUE É QUE EU ACHO… NESSE ASPECTO… EU TENHO 170 AQUI…

ADALBERTO – É.

DIEGO – SENDO QUE TÁ FECHADO…

ADALBERTO – É, MAS ISSO AQUI É FIXO, NÉ?

DIEGO – FIXO?

ADALBERTO – FIXO É ESTE. VOCÊ PODE TER COM OS…

DIEGO – ISSO AQUI É MENSAL?

ADALBERTO – MENSAL, PORRA.

DIEGO – É 70 MENSAL?

ADALBERTO – É!!!

É bom o prefeito de João Pessoa tirar a cabeça do buraco e começar a dar respostas ao eleitor.

A primeira providência que se espera de Luciano Cartaxo é o afastamento dos dois auxiliares envolvidos nessas tratativas, que são suficientemente reveladoras para não deixar margem para dúvidas: trata-se mesmo de um esquema de desvios de recursos públicos, o que é agravados por serem recursos da saúde pública.

Se Luciano Cartaxo mantiver a atual postura, que evita tratar do assunto publicamente, contando para isso com a condescendência de grande parte da imprensa paraibana, ele estará desconsiderando a existência da mídia alternativa e das redes sociais,  que impedem hoje que informações como essas cheguem ao grande público.

Manter o silêncio ajuda mais ainda a potencializar as dúvidas e a corroer por dentro a imagem da administração pessoense.

Cortar na própria carne é doloroso,  mas às vezes é necessário.

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