19/02/2019 - 12h15

Os medos de Luciano Cartaxo: e se mais áudios surgirem?

Por Flávio Lúcio

O grande medo que deve hoje rondar hoje o núcleo duro do cartaxismo é se existem outros áudios que possam vir a público e expor ainda mais as entranhas desse pequeno grupo que se assenhoreou da prefeitura pessoense em 2013.

Esse grupo inclui, nessa ordem de importância, é composto pelos dois irmãos Cartaxo, um assessor de longa data do prefeito, Zennedy Bezerra, o sempre maleável e adaptável Diego Tavares, ex-Dem, ex-PTB, e alguns ex-petistas − agora, é possível ter uma ideia mais próxima a respeito dos motivos pelos quais trocaram suas longas trajetórias partidárias na esquerda, para se acomodarem ao lado do conservadorismo político.

Por enquanto, só o ex-petista Adalberto Fulgêncio e o ex-demista Diego Tavares foram expostos.

E se mais áudios cheios de pecados e nada republicanos surgirem? E se outros secretários estiverem envolvidos nesse esquema? E se o próprio prefeito Luciano Cartaxo aparecer, diretamente ou em menções de participação mais explícita, nesse esquema de desvio de recursos públicos, que por enquanto está restrito à saúde pública municipal, mas que deve ter ramificações em outras áreas?

O que foi até aqui revelado já tem imensa gravidade, mss é bom esperar pelos próximos episódios, se é que eles virão. O silêncio do prefeito, entretanto, que continua a contar com o “desinteresse” de boa parte da nossa imprensa”, tem a intenção de blindar os dois assessores envolvidos, o que soa no mínimo estranho.

De qualquer sorte, eu fico cada vez mais abismado com o silêncio de boa parte da imprensa paraibana sobre esse esquema de corrupção que se desenrolo na atual administração pessoense.

Se esse esquema corrupto se comprovar − e ele vai − como explicar lá na frente esse silêncio? Ou fica mais uma vez corroborada a opinião de Roberto Marinho segundo a qual o poder da imprensa é mais o que ela esconde, ou deixa de publicar, do que o que ela expõe ao público.

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