01/03/2019 - 08h28

Belo avança na Copa do Brasil; a torcida vai ajudar a segurar Clayton Rosas no time?

Por Flávio Lúcio

Depois do que passei ontem à noite, não resisti em comentar aqui sobre futebol. Sobre o futebol que o Belo está jogando, ao superar a Tombense, na casa do adversário, e passar de fase na Copa do Brasil.

Pra começar, foi meio desesperador ter de assistir ao primeiro tempo e depois sair para uma aula na UFPB que aconteceria durante o segundo tempo.

Coloquei o jogo pra gravar e fui cumprir com minha responsabilidade, torcendo para que ninguém comentasse sobre o resultado do jogo.

Felizmente, isso não aconteceu e, ao término da sula, voltei correndo para casa para terminar de ver a partida.

E viva Saulo! E Viva Clayton Rosas!

Sobre o segundo, eu já tinha essa convicção. Mas, depois do jogo de ontem, virou certeza: Clayton Rosas não pode sair do Botafogo, pelo menos até o final do ano quando o time conquistará o objetivo de 10 entre 10 botafoguenses, que é o acesso à Série B.

Além de jogar muita bola, Clayton está numa fase que certamente o coloca entre os melhores jogadores em atividade nessas semanas iniciais da atual temporada do futebol brasileiro. E a cada jogo ele melhora, como se não houvesse limites para o crescimento do seu futebol.

A sequência de jogos é impressionante e o que é solução, pode virar problema para a sequência da temporada. Porque, se Rogério Ceni viu o jogo de ontem do Belo contra a Tombense  – e certamente ele viu, – o olho grande do Fortaleza sobre Clayton Rosas vai crescer ainda mais.

E se chegar uma proposta, a tentação será grande para o jogador, porque envolverá a possibilidade de jogar a Série A com um técnico em ascensão no futebol brasileiro.

Seria a oportunidade para um jogador como Clayton, hoje com 27 anos, recuperar o brilho inicial da carreira, ele que já jogou no Palmeiras quando tinha 20 anos.

Acho que são duas as chances de mantê-lo no time do Botafogo.

A primeira, tem a ver com a disposição de Clayton para apostar em seu próprio futebol e no trabalho de Evaristo Pisa, que o encaixou no esquema vitorioso atual, no qual, como meia, Rosas tem mais liberdade de movimentação para atacar, aparecendo sempre na área como um terceiro atacante.

Ele desempenharia essa mesma função com Rogério Ceni? Ele se encaixaria tão bem no time do Fortaleza? É difícil dizer. Mas, o certo é que, com Pisa, ele pode crescer ainda mais, consolidar o futebol atual, ganhar confiança. Sobretudo se o Botafogo conseguir o acesso à Serie B.

A segunda, é um aumento salarial que a torcida teria a responsabilidade de assumir, abraçando Clayton Rosas. Tudo bem que o Belo embolsou até agora mais de 2 milhões de reais por ter avançado duas fases na Copa do Brasil. E podemos ir ainda mais longe. Mas, esse dinheiro ficaria para os investimentos para o time da série C.

Nesse caso, a torcida do próximo adversário do Botafogo na Copa do Brasil, o Londrina, pode servir de exemplo. Para manter o jogador Dagoberto (ex-São Paulo, ex-Cruzeiro, ex-Inter), de 35 anos, a direção do Londrina jogou a responsabilidade para a torcida. Segundo matéria do Globo Esporte:

“Em três semanas, o programa de sócio-torcedor promovido pelo Londrina vai ganhando corpo. Desde o lançamento, realizado no dia 5 de fevereiro, o clube conseguiu 1,5 mil adesões até quarta-feira. O número representa 30% da meta de 5 mil sócios, estipulada pela direção principalmente para manter o atacante Dagoberto na Série B do Brasileiro.”

A torcida vai abraçar a ideia ou vai choramingar quando Clayton Rosas sair do Botafogo sem que nenhum esforço seja feito para segurá-lo no clube?

Quem não viu ainda o que fez Clayton Rosas ontem contra a Tombense, pode conferir aqui

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