08/07/2019 - 21h13

Contra a reforma da previdência, João Azevedo desejava incluir nela os servidores estaduais

Por Flávio Lúcio

João Azevedo certamente ficou numa saia justa depois que executiva nacional do PSB, que se reuniu em Brasília hoje (08/07), resolveu fechar questão contra a reforma da previdência.

O governador paraibano já tinha até reunião marcada com a bancada federal para discutir a inclusão dos Estados na reforma.

Com a decisão do PSB, João Azevedo foi obrigado a aceitar a ponderação do coordenador da bancada, o deputado federal Efraim Filho, do DEM, de cancelar o encontro por conta da decisão. “Seria incoerente”, teria dito Efraim ao governador, segundo registou em seu blog o jornalista Heron Cid.

Efraim Filho tem toda razão. Como João Azevedo poderia pedir apoio aos parlamentares federais paraibanos para a inclusão dos estados numa reforma que o partido do governador é contra?

Essa contradição se evidenciou ainda mais quando, na postagem seguinte do mesmo blogueiro – que apoia a reforma, diga-se, – o governador teria declarado que 80% da economia de recursos prevista com as mudanças nas regras previdenciárias sairão do bolso de quem ganha até três salários mínimos, o que, segundo JA, tornou “impossível defender a reforma da Previdência”.

O jornalista esqueceu de perguntar duas coisas:

1. Se João Azevedo defendia que as regras inseridas aprovadas na semana passada pela Comissão Especial da reforma da previdência para os servidores federais, que se assemelham ao que é proposto para os trabalhadores da iniciativa privada, deveriam ser estendidas para o servidores estaduais.

2. Se o governador pretende enviar uma proposta de mudança nas regras previdenciárias para a Assembleia Legislativa da Paraíba com igual teor.

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