08/08/2019 - 17h24

Quem tem medo de Gervásio Maia?

Por Flávio Lúcio

A atuação durante os debates sobre a reforma da previdência foi o cartão de visitas que o deputado federal paraibano, Gervásio Maia (PSB), apresentou não apenas ao eleitorado paraibano, mas a todo o país.

Nos poucos mais de seis meses do seu primeiro mandato como deputado, Gervásio superou as limitações naturais que são impostas a todo estreante na Câmara Federal e conquistou um lugar de destaque que é reservado a poucos, sobretudo em um ambiente dominado por inúmeras cobras criadas − vejam, por exemplo, que durante 28 anos, Jair Bolsonaro foi um deputado do baixo clero, ou seja, sem influência em meio a seus pares, atuando como lobbista e representante do nicho da comunidade militar do Rio de Janeiro.

Por falar em Bolsonaro, Gervásio foi um dos poucos deputados paraibanos que repudiaram as agressões do presidente ao povo nordestino (clique aqui para escutar uma contundente declaração do deputado sobre esse caso)

Não é por acaso, portanto, que Gervásio já acumula os cargos de vice-liderança tanto do PSB como do bloco da Oposição na Câmara.

Membro da concorrida Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara e ocupando a tribuna, o deputado paraibano teve a oportunidade ao longo dos últimos meses de de expor suas ideias e sua combatividade parlamentar.

É dessa maneira que a atuação de Gervásio destoa tanto da atuação da maior parte da bancada paraibana, formada por deputados acostumados a se alinhar ao conservadorismo mais tacanho e para preservar os interesses dos mais ricos.

Gervásio foi inflexível apenas ao denunciar os malefícios das propostas da reforma da previdência que atentavam contra os trabalhadores urbanos e rurais, das mulheres, dos professores, dos policiais.

Mas, não apenas nisso. Ele foi além ao cobrar uma maior participação dos mais ricos no financiamento da previdência pública e denunciou o calote das grandes empresas, principalmente dos bancos, que acumulam dívidas com o Regime Geral de Previdência Social e não contribuem para diminuir muito o déficit alegado pelo governo.

Gervásio Maia é também um dos signatários de dois corajosos projetos de lei: um, que versa sobre tributação de lucros e dividendos das grandes empresas e outro que regulamenta a taxação das grandes fortunas, projetos que, se aprovados, ajudariam a tornar o sistema tributário brasileiro menos regressivo, que onera proporcionalmente os mais pobres. É por isso que a carga tributária brasileira é injusta, não porque existe impostos demais – isso é verdade – mas porque incide mais pesadamente sobre salários e, principalmente, sobre o consumo dos mais pobres.

GERVÁSIO MAIA COMEÇA A INCOMODAR O ANTI-RICARDISMO

Não é por acaso, portanto, que o nome de Garvásio Maia começa a aparecer como um fantasma nas preocupações de alguns jornalistas, exatamente os mesmos que detratam dia e noite os ex-governador Ricardo Coutinho.

O método é o de sempre: lançam insinuações contra Gervásio Maia, baseadas em “informações de bastidores” que nunca se confirmam, mas que, mesmo assim, continuam a ressurgir.

Mas, há uma vantagem nisso tudo que Gervásio Maia deve comemorar. Se as críticas vêm desse grupo de jornalistas, que sempre se alinhou ao que há de pior na política paraibana, é porque a postura adotada e a atuação do deputado do PSB só podem estar correta.

Porque, pelo visto, a referência Gervásio Maia é outra. Ele não deixou que seu mandato ficasse a serviço de uma minoria de privilegiados. Gervásio fala para a maioria que vê seus interesses sub-representados no Congresso, para aqueles que precisam de serviços públicos de qualidade.

Se Gervásio defendesse os privilegiados, os que mandam no país há 500 anos, na certa receberia elogios, e tapetes vermelhos lhe seriam estendidos em cada empresa de comunicação que visitasse.

Gervásio Maia começa a incomodar. E isso é bom, deputado!

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