13/09/2019 - 13h08

A simbólica demissão de Givanildo Pereira, que começou sua vida política no movimento de moradia

Por Flávio Lúcio

Se a demissão de Givanildo Pereira dos Anjos deu início às demissões dos aliados de Ricardo Coutinho no atual governo, João Azevedo não poderia ter escolhido personagem mais simbólico.

Givanildo Pereira dos Anjos foi Secretário do Orçamento Democrático na administração de Ricardo Coutinho e era assessor especial do gabinete do atual governador.

Givanildo tem uma longa história de militância. Ele era ainda um adolescente quando participou da primeira campanha que elegeu Ricardo Coutinho prefeito de João Pessoa, em 2004. Entrou logo depois para o movimento da moradia e, a partir daí, construiu uma trajetória como liderança popular.

E é bom não confundir movimento de moradia com movimento de associação de moradores. A luta do movimento de moradia é para organizar famílias que sequer têm um teto para morar.

Givanildo é, portanto, uma genuína liderança popular que veio de baixo, aprendeu as necessidades mais básicas do povo paraibano. Não é um burocrata que pensa a administração pública do interior de gabinetes refrigerados.

Ao prescindir de alguém com esse perfil em sua administração, que, inclusive, coordenou a articulação social da campanha de João Azevedo em todo o estado, a demissão de Givanildo Pereira parece apontar que o atual governo começa a promover uma guinada conservadora, uma reoligaquização da política, a volta dos velhos grupos e suas práticas ao centro do poder na Paraíba.

Não por acaso, as hienas da política e da imprensa paraibanas comemoraram abertamente assim que abriram o Diário Oficial de hoje.

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