02/10/2019 - 20h29

João Azevedo retirou ação contra jornalista que o acusou de ser “complacente com os escândalos de corrupção”

Por Flávio Lúcio

Uma prática comum do jornalismo de esgoto é lançar acusações sempre a partir de ilações. O alvo preferencial dessa turma na Paraíba tem nome e sobrenome: Ricardo Coutinho.

Atacar RC virou rotina para esses jornalistas. Quando é para atingir o ex-governador, vale até atacar desembargadores e até mesmo o Ministério Público.

E fazem isso financiados com dinheiro público. E são muito bem pagos, aliás. É de se perguntar se, em meio aos recursos do erário destinados à divulgação das ações dos governos, existe alguma rubrica que financia ataques a adversários políticos.

Quem tiver alguma curiosidade sobre quem paga por isso, faça um passeio por alguns desses sites e vejam os baners que os enfeitam.

Como essa turma é numerosa, vou me deter hoje no caso do “jornalista” Alan Kardec, proprietário do blog Politika.

Cassista de carteirinha, Kardec é obcecado por Ricardo Coutinho. Em razão disso, voltou sua artilharia no início do atual governo contra o recém eleito João Azevedo, quando o governador era considerado por ele um aliado de RC.

Nas últimas semanas, entretanto,  os ataques arrefeceram em razão das expectativas de rompimento que Kardec e os seus alimentam entre o atual e o ex-governador.

Mas, antes, o desprezo de Kardec era tanto que João Azevedo era tratado nas postagens do blog Politika por “poste de RC”. Foi em razão de um desses ataques que João Azevedo, em  25/04/2019, entrou com duas ações contra Alan Kardec. Uma, por direitos de imagem, a segunda por calúnia e difamação.

O texto em questão tinha por título “GOVERNO JOÃO POSTE AZEVEDO 100 dias de subserviência a RC e complacência com os escândalos de corrupção” e é um exemplar bem acabado do tipo de jornalismo que faz sucesso na Paraíba e no Brasil.

“Qual a marca do governo de João Poste Azevedo nos primeiros 100 dias de gestão?”, começa perguntando Kardec.  A resposta estava antecipada no título, mas fazemos questão de repeti-la: “Total subserviência ao governador de fato, Ricardo Coutinho, e complacência total com os escândalos de corrupção.”

Em seguida à ação de João Azevedo, Kardec volta à carga e lança outra provocação no seu blog: “João Poste Azevedo imita o chefe e também começa a processar jornalista”. Mas, como é comum no meio usar a condição de jornalista para fazer ataques à honra das pessoas achando que são inimputáveis, serem processados é  um acinte. Liberdade de imprensa? Quá, quá, quá!

Kardec tentou justificar sua acusação desdenhando da inteligência do governador. “Talvez João não saiba, mas ‘complacente’ é sinônimo de tolerante e flexível”, o que dá no mesmo, afinal o que vem a ser alguém “tolerante” ou “flexível” com a corrupção?

O mais grave foi descobrir que o governador retirou a ação contra o jornalista que atacou sua honra. E o jornalista apagou a postagem em seu blog.

Os dois devem ser “amigos” agora.

Só falta Cássio Cunha Lima declarar apoio.

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