03/10/2019 - 12h30

Por que o processo que Nilvan Ferreira responde por venda de roupas falsificadas corre em segredo de Justiça?

Por Flávio Lúcio

Ontem, o radialista Nilvan Ferreira fez, durante o programa de rádio que ele apresenta na 98 FM, uma grave acusação ao atual prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, ao ex, Luciano Agra, já falecido, e ao Tribunal de Contas da Paraíba.

O radialista, que foi apelidado em alguns grupos de Whatsapp como couro de rato foi recentemente lançado candidato a prefeito da capital pelo PSL, o partido de Jair Bolsonaro, ao qual é filiado.

Segundo Nilvan, nunca houve uma auditoria nos contratos da Prefeitura de João Pessoa, no tempo em que Ricardo Coutinho foi prefeito, porque faltou até agora alguém com “coragem” para fazer isso.

Ou seja, ao mesmo tempo em que sugere que Luciano Cartaxo não faz auditoria porque não tem coragem, Nilvan Ferreira coloca em xeque os auditores do TCE e os conselheiros que julgaram e aprovaram as contas de Ricardo Coutinho ao longo dos quase seis anos em que foi prefeito da capital.

Processo por venda de roupas falsificadas

Nilvan Ferreira também vive a sugerir, no mesmo programa, que o processo que ele responde por venda de roupas falsificadas é uma armação da Polícia Civil e do próprio Judiciário, por ordem de Ricardo Coutinho, por quem Nilvan parece ser obcecado.

Se é isso mesmo, por que os advogados do radialista pediram para que o processo tramitasse em segredo de Justiça? Um radialista que esbraveja todos os dias exigindo transparência dos seus adversários, poderia dar o exemplo e abrir mão desse privilégio que a Justiça paraibana lhe concedeu.

Aliás, o processo de tramita há mais de dois anos na Justiça quando irá a julgamento?

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