04/10/2019 - 16h18

As duas obsessões de Adriano Galdino: Gervásio Maia e construção de uma nova sede para a Assembleia

Por Flávio Lúcio

Desde o início do ano, Adriano Galdino e sua tropa de choque na Assembleia e na imprensa elegeram como um dos seus alvos o deputado federal Gervásio Maia (PSB).

A artilharia é tão desprezível e asquerosa que envolve até ataques pessoais de gente disposta a tudo para agradar quem os banca, e que, por isso mesmo, não merecem sequer ser serem aqui mencionados. Para não sujar nossa página.

Ontem, por exemplo, espalharam que, durante a reforma que foi realizada no prédio da Assembleia na presidência de Garvásio Maia, dois lustres foram comprados por R$ 500 mil de reais cada um! O problema é que, como mostrou Rubens Nóbrega, hoje, os pendentes custaram R$ 18.337,27 cada,ou seja, 50 vezes menos!

Eis a fossa em que se meteu boa parte do nosso jornalismo!

Nada disso, entretanto, foi obra do acaso. Ontem, foi anunciada a retomada de um velho projeto do atual presidente da Assembleia, Adriano Galdino.

Quando presidiu a Assembleia na primeira vez, entre 2015-2016, Galdino fez de tudo para transferir a sede da ALPB para o prédio do antigo Paraiban, na Epitácio Pessoa.

O custo da mudança foi orçado à época em  R$ 30 milhões! E só não se efetivou porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) impediu. Cito de novo Rubens Nóbrega Rubens lembrou que a licitação estava coberta de suspeitas de “superfaturamento e evidências de direcionamento para entregar a obra a determinada empresa”, sobretudo porque o projeto de Adriano Galdino previa a reforma apenas “quatro dos seis pavimentos existentes por R$ 30 milhões.”

Como presidente da Assembleia, sabe-se lá porquê, quer porque quer que a Assembleia saia da Praça dos Três Poderes e abandone o Centro de João Pessoa, causando incalculável prejuízo aos comerciantes e ao patrimônio histórico da nossa capital, ele voltou à carga e agora quer levar a Assembleia para a BR 230 a um custo de R$ 17 milhões!

Entenderam? A fake news dos lustres era apenas para desviar a atenção do distinto público dessa verdadeira torra de dinheiro público que o presidente da Assembleia quer promover.

GERVÁSIO RESPONDE

Toda essa movimentação obrigou Gervásio Maia a responder aos seus detratores. Em nota divulgada no final da manhã de hoje, Gervásio esclareceu:

1. Que tem sido vítima de uma campanha de difamação;

2. Que recebeu a presidência da ALPB de Adriano Galdino, em 2017, com “inúmeras pendências, inclusive telefone cortado”;

3. Que passou a administrar a Casa com queda nos repasse do duodécimo ao Poder Legislativo e que enfrentou o desafio de reduzir custos enxugar a máquina administrativa.

4. Que reduziu os valores dos contratos com empresas prestadoras de serviço, devolveu quatro prédios locados, transferiu toda a parte administrativa da Assembleia para o prédio do Parahyba Palace, dando nova vida à sua arquitetura, o que atendia tanto às reivindicações dos comerciantes como dos dos historiadores paraibanos; além disso, construiu um edifício garagem e um ambiente de descanso para os motoristas;

5. Que reestruturou e modernizou a TV Assembleia, adquirindo ilhas de edição, camarim, sala de entrevista, sistema de câmeras robóticas com acionamento remoto, e um novo estúdio. Além disso, Gervásio encontrou a sucateada a ponto de a ilha de edição da emissora funcionar em um banheiro desativado. Além disso, em sua gestão foi implantado o sinal aberto da TV, que também foi interiorizada.

6. Que na gestão de Gervásio Maia o prédio-sede da Assembleia foi reformado: plenário, comitê de imprensa,  taquigrafia, cerimonial, sala de comissões, reuniões, auditório e mini-plenário, novos elevadores;

7. Que, mesmo com todos esses investimentos, realizados com redução do duodécimo, foi possível economizar mais de R$ 11 milhões em despesas.

Gervásio encerra a nota lembrando que nunca desrespeitou ninguém, “muito menos os aliados”, num claro recado a Adriano Galdino e a outros deputados de sua tropa de choque, e lamenta que, diante da grave crise hídrica que a Paraíba atravessa, com 177 municípios em situação de emergência, e ataques aos direitos sociais dos mais pobres, com cortes nos recursos das universidades, “os debates políticos da Paraíba se limitem a uma discussão vazia, que pouco interessa aos mais de quatro milhões de habitantes”.

“Mais uma vez apresentamos ao povo paraibano nosso contraponto à indústria da mentira, não sabemos por quem financiada e com quais propósitos. Continuaremos nossa caminhada na luta pela redução das desigualdades, trabalhando pelo Brasil, pelo Nordeste e pela Paraíba.”

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