09/10/2019 - 16h02

Por que os jornalistas cartaxo-cassista só falam da Operação Calvário?

Por Flávio Lúcio

As pressões sobre a Operação Calvário, que foram intensas nos últimos dias, parece que deram resultado.

Até suspeitas contra a Polícia Federal e o Ministério Público foram lançadas.

Por exemplo, um dos blogueiros cartaxo-cassista de nossa imprensa chegou a estampar matéria cujo título já indica a intenção política: Por que a PF e o GAECO são ‘tchutchuca’ na operação calvário e ‘tigrão’ na xeque-mate?”

Como essa gente não faz jornalismo, nem muito menos se baseia em fatos, é comum usarem expressões como “dizem que”… Quem disse, cara-pálida?

E o pior é que falam o maiores impropérios e tudo fica por isso mesmo. Liberdade de imprensa serve pra isso? Vide o que aconteceu com João Azevedo, que “fez as pazes” com esse mesmo blogueiro depois de ter sido acusado de ser “complacente com a corrupção”. 

Pois bem, segundo Alan Kardec, que conversa com espíritos do submundo do jornalismo para de lá extrair suas “informações”: “Dizem que por envolver muitos políticos importantes e, inclusive, gente do judiciário, a operação calvário foi abafada. Um grande acordão, como diria Romero Jucá, com o judiciário e com tudo!”

Hoje, a página desse blogueiro inexplicavelmente saiu do ar.

Alan Kardex é o mesmo jornalista que silenciou quando vieram a público áudios que envolviam o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, combinando com dois dos seus secretários a cobrança de  propina. O prefeito em pessoa.

Nesse caso, não foi delação premiada, suposição, ilação, como ele gosta de fazer. Trata-se de uma gravação em que, mais do que o contexto, a voz do prefeito está ali.

Aliás, depois desse escândalo, nenhuma informação foi vazada sobre qualquer investigação que o Ministério Público por ventura esteja fazendo. Por que será?

Vamos relembrar esse caso, Kardec. Eis um dos áudios para sua escandalização.

E olhe que eu não mencionei ainda outro diálogo que envolve outro ídolo político de Kardec: Cássio Cunha Lima, metido até o pescoço na Operação Xeque Mate. 

E mais uma vez, não se trata de delação premiada, suposição, ilação de qualquer espécie. São mensagens trocadas entre CássioFernando Catão, tio do tucano e conselheiro do TCE, e o proprietário do Manaíra Shopping, Roberto Santiago.

Para refrescar a memória de Kardec e sua turma, transcrevo trechos desse diálogo meritório:

Santiago: “Oi amigo, tem notícias, já sabe se vai ser do jeito fácil?”.

Catão: “Amanhã”.

Catão: “Sim”.

Santiago: “Que notícia boa meu amigo, vou dormir feito passarinho”.

No dia seguinte:

Santiago: “Meu amigo, me diga só que vai ser do modo simples, né?”.

Catão: “Quinta, na simples. E sai hoje”.

Santiago: “Muito bom, obrigado amigo“.

“No outro dia, em 28 de abril, Catão assina a medida cautelar e determina à Superintendência de Meio Ambiente (Sudema) a imediata suspensão da licença para instalação do shopping em Intermares.”

Como diria Shakespeare: Até o diabo pode citar as Escrituras quando lhe convém.

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