10/10/2019 - 10h20

Mesmo denunciado pelo GAECO, Nonato Bandeira segue firme ao lado de João Azevedo

Por Flávio Lúcio

O atual Secretário da Educação, Aléssio Trindade, e o Coordenador do IMEQ, Arthur Viana, não fazem mais parte do governo João Azevedo. Ontem, entraram no rol dos investigados da Operação Calvário.

A pergunta que ainda persiste é porque João Azevedotratamento diferenciado a assessores do seu governo envolvidos em situações semelhantes.

A ausência de um critério unívoco nesses casos semelhantes é só mais um dos sintomas da confusão política e da ausência de um rumo claro para o governo. Qual o critério, afinal, que o governador utiliza para forçar secretários e assessores importantes a pedirem demissão?

Bajulá-lo publicamente, ajoelhar-se perante sua santidade, o governador, ou ser amigo do rei?

É uma das frente com capacidade para mostrar a barafunda que se está se tornando o governo de João Azevedo. Enquanto isso, os puxa-sacos de sempre, na política e na imprensa, o aplaudem, ao invés de alertá-lo, enquanto contemplam o navio avariado vagueando sem comando e ao sabor das ondas e das ventanias dos acontecimentos.

Vejam os casos de Nonato Bandeira, Secretário de Comunicaçãoe de Laura Farias, superintendente do IASS.

Aliás, não dá nem para comparar com os casos de Aléssio TrindadeArthur Viana, já que esses dois só estão sob investigação.

Nonato Bandeira e Laura Farias, ao contrário, foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), denúncia baseada em delação da ex-secretária de Livânia Farias. 

Devemos antecipar julgamentos nesse caso? Claro que não, afinal, todos/as são inocentes até que seja provado o contrário.

Por isso, eu volto a perguntar: qual o critério para mudanças tão drásticas de tratamento?

Eu lembro que Dilma Rousseff chegou a demitir um ministro porque um dos seus assessores resolveu pagar tapiocas com cartão-corporativo do governo federal. Um exagero de rigor, certamente – e pensar que Dilma foi derrubada para que Michel Temer, e depois Jair Bolsonaro, ocupassem seu lugar na Presidência! Mas, Dilma pelo menos tinha um critério, que todo assessor sabia qual era. Por isso, Orlando Silva foi demitido.

No caso atual da Paraíba, o governador parece observar primeiro o nome, a amizade e o alinhamento político.

Esse é só mais um exemplo da ausência de rumo do atual governo.

Enquanto Waldson Sousa, mesmo depois do grande carnaval feito pela imprensa cartaxo-cassista, não foi sequer denunciado, Nonato Bandeira responde a processo na Justiça. E continua não apenas intocável, mas dando as cartas e comandando a política do atual governo.

Talvez João Azevedo esteja mais do que perdido. Ele é cada vez mais refém da política que ele deixou prosperar. E não foi por falta de aviso.

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