01/11/2019 - 21h18

João Azevedo, que obras Ricardo Coutinho inaugurou sem estarem concluidas?

Por Flávio Lúcio

O governador João Azevedo disse, em entrevista concedida hoje no Palácio da Redenção, que as obras que seu governo entrega hoje podem ser também por ele reivindicadas ja que foi sua secretaria que as executou.

E, num sinal de desonestidade intelectual, já que ele não citou quais, chegou a dizer que obras do governo anterior foram inauguradas sem terem sido concluídas.

1. Para não ser novamente acusado de mentiroso, João Azevedo tem a obrigação moral de apontar quais obras foram inauguradas sem estarem devidamente prontas.

2. É no mínimo estranho que João Azevedo, o maior beneficiário pelo conjunto das obras realizadas pelo governo anterior, agora fale de obras inconclusas para atacar seu antecessor,  logo aquele que é o maior responsável por ele estar sentado, hoje, na cadeira de governador.

O TECNOCRATA JOÃO AZEVEDO 

Todo tecnocrata imagina que as obras de um governo, sobretudo as de tijolo e cimento, nascem  quando a ideia de realizá-la pousa na prancheta de um engenheiro para que ele elabore um projeto, e que essas obras se concluem quando são inauguradas.

Para tecnocratas como João Azevedo, não é condição para que uma obra saia do papel que ela esteja integrada a uma estratégia de desenvolvimento; não pressupõe a decisão política que imagina a obra antes de que ela ganhe contornos e traços; não exige os recursos financeiros que a tornam realidade.

Por isso, João Azevedo considera ser tão responsável pelas obras que seu governo herdou do governo de Ricardo Coutinho, com dinheiro em caixa para terminá-las, quando, na realidade, o então secretário era uma das tantas partes da engrenagem do projeto político-administrativo que o ex-governador pensou e realizou na Paraíba.

Parte fundamental dessa engrenagem, por exemplo, e tão importante quanto quem executou as obras, foi a equipe econômica do governo anterioor.

Foi a equipe econômica de Ricardo Coutinho quem economizou onde tinha de economizar para fazer o dinheiro público dos cofres estaduais render e se transformar nas estradas que integram hoje a Paraíba, nas adultoras que ajudam a distribuir melhor nossos recursos hídricos, nos hospitais e escolas, nos avanços da segurança pública.

Sem dinheiro, João Azevedo seria o que sempre foi: um tecnocrata feito nos gabinetes refrigerados da burocracia do nosso estado.

E os recursos que sobraram para que as centenas de obras que se espalharam pela Paraíba fossem realizadas, foram resultados das escolhas, de prioridades que viam, em primeiro lugar, os interesses das maiorias, e não das famílias e grupos políticos que capturaram o Estado paraibano, que são exatamente os mesmos que hoje se derramam em elogios ao atual governador.

Ou seja,  sem a corajosa decisão política de Ricardo Coutinho de confrontar os feudos desses grupos dentro da máquina estatal, a Paraíba teria apenas assistido nos últimos oito anos a mais do mesmo. 

João Azevedo acha que o povo paraibano não perceberá o sentido geral que ele pretende atribuir ao seu governo, que trai os eleitores que nele votaram para dar continuidade às mudanças iniciadas por Ricardo Coutinho, e não o retrocesso que, tristemente, a Paraiba assiste agora?

Eis uma ilusão que o governador e os seus cultivam inutilmente.

E depois de mais de 10 meses de governo, a unica “obra” que o atual governador apresentou à Paraíba foram os conchavos com a antiga oposição a RC.

O povo quer mais, governador.

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