02/11/2019 - 08h47

Enquanto a Paraiba pena com óleo e sem as águas da Transposição, Assembleia se ajoelha para Bolsonaro

Por Flávio Lúcio

Com o adiamento, provavelmente para Janeiro do próximo ano, da visita do general Hamilton Mourão à Paraíba, pelo visto, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, vai ter de esperar ainda mais para fazer alguma coisa em defesa do retorno do bombeamento das águas da Transposição.

Em discurso na Assembleia essa semana, Galdino mostrou o máximo de sua ousadia quando disse que iria cobrar, com muito jeito, claro ,do vice-presidente, providências para apressar o retorno do bombeamento.

Antes, porém, determinou, como se fosse o diretor de uma escola de freiras, que os colegas deputados se eximissem de manifestar qualquer posição política que pudesse contrariar Mourão, quando o general da reserva fosse à Assembleia na próxima semana receber o Título de Cidadão que a Assembleia aprovou, a jato, e o governador sancionou ontem (1°).

Foi o máximo que a coragem de Adriano Galdino, que é uma das figuras de proa do atual governo, conseguiu fazer para defender o povo da Paraíba contra os ataques deliberados do governo Bolsonaro, que, além de ter sido leniente para combater a mancha de óleo que hoje suja as praias do litoral nordestino, agora quer privatizar até a água.

Enquanto isso, a Assembleia  distribuí mimos a Jair Bolsonaro, numa atitude subserviente que diz bem sobre quem comanda os rumos da Paraíba, hoje.

Restará agora a Adriano Galdino esperar pela chuva, ou ele pretende fazer alguma coisa além de bajular a família Bolsonaro?

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