28/11/2019 - 19h52

Ouvinte destroça ao vivo Nilvan Ferreira, o candidato de Roberto Cavalcanti?

Por Flávio Lúcio

Que Nilvan Ferreira é candidato a prefeito de João Pessoa, isso até os jacarés falsificados da Lacoste sabem. O nome do radialista entra em pesquisas eleitorais e ele próprio se comporta como tal.

Com mania de grandeza, não convida mais o ex-governador Ricardo Coutinho para entrevistas, mas o desafia para debates.

E com a moral do “cidadão de bem” que responde na Justiça por venda de roupas falsificadas e de ter sido acusado na Operação Xeque-Mate de ter recebido dinheiro em espécie de assessores do ex-prefeito de Cabedelo, Letto Viana, Nilvan Ferreira, inatingível, vive a bradar nos programas da Correio contra a corrupção, e a atacar quem sequer é investigado.

Seu companheiro de bancada, João Costa, uma das honrosas exceções do jornalismo paraibano, é cotidianamente desrespeitado pelo radialista, que foi trazido de Cajazeiras para João Pessoa por Cássio Cunha Lima quando este era governador, segundo as próprias palavras do tucano, ditas ao vivo na frente de Nilvan.

Não só isso. Os ouvintes que ligam para o programa criticando sua postura, são também desrespeitados com expressões jocosas – para ele – como “canhoto”, porque Nilvan, um negro, sertanejo, ex-pobre, hoje se diz de “direita”.

Durante o programa de hoje (28/09), um ouvinte teve a oportunidade de se expressar por mais tempo que o normal e disse umas verdades ao radialista.

Cobrou dele respeito ao ex-governador Ricardo Coutinho, que é tratado com indisfarçável ódio radialista . Disse para Nilvan se filiar logo ao PSL. “É preciso o radialista ter isenção. Se você está se filiando ao PSL, peça pra sair [do programa] e vá para o debate com o ‘mago’.”

Enquanto o ouvinte se pronunciava, em um espaço franqueado pelo programa, o apresentador e o controlista cuidavam de constrangê-lo com ironias e expressões agressivas. “Eles ficam lhe usando para você ficar passando por esse tipo de constrangimento no ar”, disse Nilvan, atacando o ouvinte, como sempre faz.

O radialista da Correio tem razão ao dizer que o ouvinte estava passando por um constrangimento, só que provocando pelo próprio Nilvan Ferreira, que deveria, no mínimo, respeitá-lo como cidadão, já que é impossível que ele respeite suas opiniões.

O seguinte diálogo transcorreu em seguida (veja o vídeo abaixo):

OUVINTE: Eu só peço que você deixe a emissora e assuma seu lado político. Você não é filiado ao PSL? 

NILVAN: Sim… – respondeu, para depois voltar atrás, por razões óbvias. – Não, sou não, ainda não.

OUVINTE: Ah, eu pensei que você já era, mas tá a caminho, não tá?

NILVAN: Está bem encaminhado, mas ainda não, viu?

Em seguida, o ouvinte destroça o radialista, movimentando a rainha pelo tabuleiro.

OUVINTE: Eu espero que esteja bem encaminhado pra você reconhecer na urna, porque tem ouvinte ligando para a emissora para dizer que você está em segundo lugar [nas pesquisas]. Isso é conversa, Nilvan! Quer comparar um governador como Ricardo Coutinho, um gigante político, com todo respeito, a um radialista como você? Ricardo Coutinho é um homem respeitado em toda a Paraíba, ou melhor, em todo o Brasil.

Sem argumento, Nilvan começa a desdenhar do interlocutor.

NILVAN: Eu tô lhe ouvindo, “canhoto”, porque hoje eu estou feliz, então eu vou escutar um canhoto apaixonado por Ricardo…

O ouvinte avança a rainha percebendo o rei adversário completamente desprotegido.

OUVINTE: Ah, então quando você está infeliz, não tem paciência para escutar o ouvinte?

Sem trocadilho, foi um xeque mate, não foi?

E ROBERTO CAVALCANTI? E O MINISTÉRIO PÚBLICO?

O ouvinte tem razão em pelo menos duas coisas. É legítimo que ele coual é mesmo o tamanho político de Nilvan Ferreira? O que ele fez por João Pessoa e pela Paraíba. Quais as causas do nosso povo, ele, como radialista, abraçou?

A outra é sobre um candidato que usa sua condição de radialista e o programa de rádio onde trabalha para fazer campanha, sobretudo atacando adversários políticos e possíveis candidatos?

O dono do Sistema Correio, Roberto Cavalcanti, vai continuar permitindo que esse comportamento de um dos seus contratados?

E o Ministério Público, vai tomar alguma providência diante de tão flagrante e explícita ilegalidade?

Ou será que vale o adágio segundo o qual, aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei.

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